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O objetivo do nosso Blog é discutir o uso das TICs na Educação e socializar experiências e saberes voltados ao uso da Tecnologia na Educação.

terça-feira, 22 de março de 2011

PTE Itinerante

 “Nos dias de hoje já não se pode continuar pensando em uma escola encerrada entre quatro paredes e completamente desvinculada do processo de comunicação.”
(Francisco Gutierrez).

O uso de tecnologias como apoio ao ensino e à aprendizagem vem evoluindo nos últimos anos, tornando-se fundamental conhecer as novas formas de aprender e de ensinar. Bem como de produzir, comunicar e representar conhecimento, possibilitadas por esses recursos, que favoreçam a democracia e a integração social.
Para a aplicação das novas tecnologias precisamos dialogar com os professores sobre experiências em sala de aula e em outros espaços escolares que integram tecnologias, linguagens e representações, focando as contribuições de cada tecnologia, experimentando exercitar um olhar integrador entre tecnologias, espaços, tempos e propósitos, envolvendo os alunos, motivo maior dessas novas compreensões e usos.
Há que se reencontrar o sentido das novas possibilidades das práticas da escola, a necessidade da formação continuada para atender às características de mudança da sociedade atual e para resgatar o valor do saber e a sensibilidade do ser. Muitos podem não acreditar, mas na minha escola há professores que não sabem nem ligar o computador e nem se interessam. E mais, por culpa “nossa” (que já utilizamos a tecnologia em sala de aula) eles acham que não se acrescenta nada no ensino/aprendizagem.
Então, quando falamos em aplicação das novas tecnologias, precisamos falar da prática, para levar aos nossos professores a reflexão e novos estudos sobre as tecnologias.
Nós dinamizadores precisamos trazer a tona as nossas experiências educacionais de uso articulado de tecnologias, ressaltando como se vem trabalhando essa integração em educação, o que o aluno demonstra ter aprendido, a gestão de recursos e espaços, as diferentes formas de linguagem envolvidas, as possibilidades de interação e, finalmente, apontar tendências promissoras com a emergência de novos recursos resultantes da convergência de tecnologias em um mesmo artefato.
A aplicação das novas tecnologias abre um canal para discussões sobre alguns aspectos: De que forma a escola, com seus alunos, seus professores, suas necessidades e sua história podem mudar a tecnologia?  O que é preciso para isso? 
Que ações, que reflexões, que práticas, que alianças são necessárias para que tenhamos a tecnologia formada e conformada de acordo com anseios, possibilidades e potencialidades dos outros freqüentadores da escola? O que se busca é contribuir para forjar a escola que produz a sua realidade, que contribui para a construção de soluções próprias para as questões que se apresentam. 
A questão central é a tecnologia como parceira nas ações educativas.  Melhor dizendo, as tecnologias, todas elas: dos livros à TV, da Internet ao giz e ao quadro.
Assumimos como fato que, mais dia menos dia, cada um destes elementos estará presente nas escolas, em cada escola.  Já não cabe discutir se devem ou não estar na escola mas sim como devem estar na escola. Cabe também refletirmos como a escola deve recebê-los, como pode se modificar em função das novas possibilidades.
Os livros trazem uma informação cristalizada, o que está neles até parece verdade, mas nem sempre é. Quem faz do livro algo vivo, que transcende o que ali está posto em suas tintas, é o leitor que o modifica ao ler com olhos próprios, permeado por sua cultura, sua vida, seu universo social.  Lendo livros, vários livros, indo de uma referência a outra, discutindo com outros leitores, o leitor, cada leitor, faz do livro algo muito maior do que suas dezenas ou centenas de páginas.  A riqueza de um livro não está no número de páginas que ele traz mas a quantas outras nos remete; não está só nas informações que contém, mas nas outras leituras que nos leva a fazer.  O que faz de um livro uma "Obra Aberta" é quem o abre, o lê, o relê, concorda e discorda dele.
A Internet permite acessar muitos textos, hipertextos, imagens, vídeos, sons... Mas permite também o caminho inverso: que a escola vá ao mundo. Com a Internet a escola, cada escola, pode "mostrar a sua cara", colocando lá seus trabalhos, trocando suas dúvidas e incertezas.
Computadores com Internet talvez sejam os meios que mais nos fizeram falta na escola e sequer percebíamos isso.  A Internet é o lugar da dúvida, da incerteza.  Nada na Internet pode ser aceito passivamente, sem confirmação.  Em nenhum espaço, antes, a certeza deu tanto lugar à dúvida.  Com ela a construção do ser crítico, que precisa decidir e desenvolver capacidade de avaliação, é uma necessidade cotidiana. Como pudemos viver tanto tempo sem eles?
É preciso, também, refletir e propor formas de integração entre esses meios.  O livro muda a Internet e a Internet muda o livro.  Quem vê vários canais de TV ao mesmo tempo, quem estuda ouvindo música, quem lê ao mesmo tempo em que assiste TV, não escreve como quem viveu em tempos passados. Programas de TV buscam qualidades literárias.  Os meios se contaminam e se modificam uns aos outros, porque são produtos do momento histórico em que são criados e utilizados. E este momento é, sem dúvida, multifacetado, pródigo em variedade tanto de forma como de conteúdo.
Como podem esses meios, cada um deles ou em conjunto, contribuir para a criação de ambientes de aprendizagem que envolvam os estudantes?  Como podem contribuir para aprofundar a parceria produtiva entre professores e alunos?  E a parceria entre alunos, pode se dar sob novas formas?  Pode a tecnologia contribuir para que o aprendizado se dê de forma mais contextualizada?  De forma mais divertida?  Mais profunda?
Internet, computadores, TV e impressos podem ser tratados como suporte à informação: meios sobre os quais ela é veiculada.  Mas isso é pouco, diminui e muito seu potencial como parceiros na ação educativa.  Esses "meios", como diz o nome, são de comunicação, são para comunicação.  É preciso aprender a lê-los e a "escrever" com eles. Aí está a aventura da aplicação das novas tecnologias.
Atualmente, várias escolas públicas e privadas têm disponível o acesso às diversas mídias para serem inseridas no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, diante deste novo cenário educacional, surge uma nova demanda para o professor: saber como usar pedagogicamente as mídias. Com isso, o professor que, confortavelmente, desenvolvia sua ação pedagógica tal como havia sido preparado durante a sua vida acadêmica e em sua experiência em sala de aula, se vê frente a uma situação que implica novas aprendizagens e mudanças na prática pedagógica.
Para incorporar as novas formas de ensinar usando as mídias, nós do PTE de Campos, fazemos o chamado "PTE Itinerante", levamos às escolas as nossas oficinas, nossos cursos... Uma nova maneira de capacitar professores e alunos. Nossas oficinas são formadas por grupos de interesses nas escolas e contamos com o apoio dos nossos "queridos" Diretores. Que abrem as portas das suas escolas para a motivação e capacitação de seus educadores. 

Logo abaixo uma experiência maravilhosa que a Diretora do Colégio Est. João Pessoa (Campos dos Goytacazes) Profª Jaqueline, está nos proporcionando: estamos desenvolvendo um projeto de capacitação com os alunos do 4º ano do Curso Normal.

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